Eu AMO essa história…toda vez que a Dri nos conta, o ataque de riso é garantido!
Não poderia deixar de (re) publicar esse texto! Publicado a primeira vez em Agosto de 2011…Aproveitem!

Até mais<Lu Haddad

Segunda e terça foram dias de pêssegos, ameixas, nectarinas. Fui a feira. Feijão de corda. Alcachofras pequenas. Ervilhas frescas. Lulas. Pimenta de cheiro e pano de chão. Juro, eu não me controlo em feira. Tenho uma espécie de impulso consumista louco e saio experimentando tudo, de jabá a melancia, de pastel com vinagrete a brócolis ninja… cheguei em casa, minha empregada (que voltou!) teve um ataque – pelo amor de Deus, Adriana, onde vou guardar tudo isso? Vamos comer, Inês, vamos comer… e lá fui eu na pesquisa dos bolos para segunda e terça. Eu sabia que tinha que ser pêssego. Fui descascar a primeira leva para o primeiro bolo e a história veio com tudo na minha cabeça… BARCELONA, estagiária de restaurante esnobe, o HISOP, gastronomia moderna, contemporânea, cheia de truques. Consegui o estágio. Fui, me achando. Cheguei lá, me colocaram na lavanderia do restaurante, que nesse caso, se resumia a uma máquina de lavar roupa com um varal improvisado e uma tábua de cortar apoiada na máquina, que para sorte minha, estava desligada. Eu achei que era erro de comunicação porque meu espanhol até que dava para o gasto, mas meu catalão… só que os caras (eram dois!) cismaram de só falar comigo em catalão – e diziam – maduixas-taula. Maduixas-taula. Olhei com cara de abismo. O que esses caras tomaram, santo Deus? Acabei entendendo que esse era mesmo meu espaço no restaurante, sem ver nada, sem ver ninguém, apenas eu e minha mísera tabuinha de cortar. E não chegaram maduixas, acho que desistiram. Chegaram melocotones. Muitos. Milhares. Para mim, infinito.
Acabaram falando espanhol por cansaço (eu e minha cara de abismo!) e disseram que queriam pêssegos (os tais melocotones) perfeitos, descascados como em uma cirurgia, com uma faquinha do tamanho do meu dedo mindinho e a tal caixa infinita. Tirar a casca dos pêssegos? Perfeitos? Quem me conhece, sabe. Coordenação motora não está entre meus atributos prediletos, mas vamos lá. Enfiei a tal faquinha no primeiro pêssego da caixa, o corte foi tão profundo, tão absurdo, que COMI O MELOCOTÓN. Segundo pêssego da caixa, eu e minha faquinha, já nervosa, já suando frio, e crau, lá se vai mais meio pêssego na merda da casca. COMI O SEGUNDO MELOCOTÓN. E assim fui indo, com calda de pêssego escorrendo pela boca, alguns iam para a bandeja por milagre e os outros iam para dentro. De repente, surgi um dos moderninhos. MAS QUE MIERDA É ESSA? DONDE ESTÁN LOS MELOCOTONES? E eu com minha cara de abismo, e mais a calda pela boca, e ele – no entiendo, no entiendo… não é possível que após toda uma noite de trabalho, ele não tenha percebido. Eu nunca perguntei para ele e como eu nunca entendi catalão, sei lá o que ele falou. Só sei que fiquei sem comer pêssegos até ontem, dia do primeiro bolo com melocotones do blog. Descobri que ADORO, AMO pêssegos. Mas enfiei a faca do jeito que quis. Comi quantos quis. Quer saber? O meu ficou melhor que o dele…

RECEITAS DE SEGUNDA E TERÇA.A primeira foi do NIGEL SLATER, que já falei aqui, mas com outro livro dele que ainda não tenho, o TENDER, VOLUME II, provavelmente, minha próxima aquisição. Mas olhei na internet uma “amostra” do livro e dei de cara com essa receita. POR FAVOR, FAÇAM. FAÇAM.FAÇAM.
Veja aqui a Receita de Bolo do Nigel SlaterBOLO DA TERÇA-FEIRA
Claro que já falei dele e já fiz várias coisas dele, mas o que posso fazer se o homem tem mais livros de gastronomia publicados que eu tenho de brincos? Não estou ainda nem na metade dos livros dele. Esse é da minha mãe e se chama JAMIE EM CASA (na dele, é claro!) Porque tem várias coisas que não temos aqui no Brasil. Como aquele bando de tomates coloridos, tem até preto!) e a receita escolhida foi pelo nome estranhíssimo – DOCE ORCHARD EVE´S COM CREME JERSEY E WHISKY.
Sei lá o que é orchard eve… só sei que ele diz assim – ” Este é um clássico doce inglês feito com frutas cozidas e uma massa fofa assada ao redor delas. Sinta-se a vontade para usar pêssegos, morangos, até mesmo bananas ou abacaxi. O creme Jersey é um daqueles luxos indecorosos, porém bacanas da vida.” (bacanas?) – palavras dele.
Enfim, fui lá fazer o tal ORCHARD.
FAÇAM, FAÇAM, FAÇAM. Dá licença, que que é isso????
Veja aqui a Receita de Doce Orchard Eve’s com Creme Jersey e Whisky
Até.



4 Responses so far.

  1. Luciana disse:

    AMO a história dos pêssegos, melocotones…posso ver você com a calda escorrendo! Outro dia decepei uma laranja…não tenho habilidade com a faca também…deu vontade do bolo do Jamie!!!Ui! E nunca vou esquecer aquela carne macia com molho de baunilha que comi no restaurante dele! Lembra???

  2. Luciana disse:

    Dri, o desafio é achar um bolo de MEXERIQUINHA que estou atacada de vontade…e fazer na sexta porque é o dia que vou ficar com as crianças!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Anonymous disse:

    What a hell is Maduixas-taula??? Quanto aos melocotones, essa história é ótima, rsrsrs, e o bolo deeve ser bom demais!! Tia thê

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